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| Edição nº 354 de 11 de junho de 2005 |
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| Edição nº 275 de 29 de novembro de 2003 |
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| Edição nº 247 de 10 de maio de 2003 |
Taí uma coisa engraçada
esta idéia do Presidente...
Se quer Comissão de Ética,
ninguém é contra, é evidente.
Mas tem um porém, diz o povo,
que já está metendo o malho:
“do jeito que a turma age
a Comissão vai ter trabalho....”
E sempre há alguém que pergunta
com sorriso zombeteiro:
“a Comissão vai ter peito
de punir politiqueiro?
Vai punir vereador
que vive de troca-troca,
e de voto eleitoreiro?”
A Comissão pode existir:
É fachada com letreiro...
Quem é que já viu raposa
Tomar conta de galinheiro?
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| Edição nº 230 de 11 de janeiro de 2003 |
Não se sabe porque razão
depositou-se o erário
com 30 mil em dinheiro
e 18 em cheque bancário
Sabe qualquer tesoureiro:
uma coisa é o dinheiro,
a grana real, de verdade.
já o papel aceita tudo,
nem sempre tem validade.
Os que chegaram primeiro
embolsaram sua metade.
O resto quebrou a cara
e pôs a boca no mundo
diante da realidade:
o cheque não tinha fundo...
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| Edição nº 226 de 7 de dezembro de 2002 |
eis que o Damae cobra juros,
juros de trinta por cento.
Aos juros soma-se multa
por atraso no pagamento.
O Damae pensa que a gente
com certeza é idiota:
além se ser mau gerente
agora virou agiota.
Que lei permite ao Damae
abusar assim do freguês?
A conta vence dia quinze,
o que já é estupidez,
e ainda quer cobrar juros
de trinta por cento ao mês...
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| Edição nº 206 de 20 de julho de 2002 |
Acolá cedeu o passeio,
caiu a beira-seveira.
O reboco da parede
desabou com a tremedeira.
Mais caminhões? Mais dinheiro.
As casas? Só velharia...
“Quem mandou fazer de adobe?
Fizessem de alvenaria...
Quem mandou morar em casa
tão antiga e vulnerável?
Muda pra apartamento
que é seguro e confortável...”
Ninguém toma providência.
Ninguém ouve quem protesta.
Os caminhões vão passando
e destruindo o que resta.
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| Edição nº 166 de 6 de outubro de 2001 |
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| Edição nº 154 de 14 de julho de 2001 |
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| Edição nº 137 de 17 de março de 2001 |
Se tem erro no projeto
é só chamar o arquiteto,
corrigir o que está errado.
Aqui não. Tem defeito?
Destrói-se o que já foi feito,
custe o que tenha custado...
Pra prefeitura local
só existe uma certeza:
nenhuma obra é perfeita
sem a pedra portuguesa...
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| Edição nº 127 de 6 de janeiro de 2001 |
O Prefeito sabe de sobra
o quanto posse é cacete:
além de ser muito chata
é um rabo de foguete...
Assim, adiou três dias
para assumir esta carga.
Mas sabe que agora é hora:
tem que apertar o botão
e, se puder, dar descarga...
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| Edição nº 120 de 11 de novembro de 2000 |
Não deixa de ser estranho.
Deveria ser o posto:
afinal, se mal pergunto,
pra que que se paga imposto?
Os bombeiros não têm culpa,
mas são uma força pública.
Pra que que existe o Estado?
Por que que existe a República? Neste
andar da carruagem fica tudo como era antes:o imposto
é só pra pagar o salário dos
governantes...
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| Edição nº 113 de 23 de setembro de 2000 |
Quem nada teme, aparece,
explica, responde e pronto.
Quem tem razão se defende.
Nunca foge do confronto.
Quem pede o voto do povo
se expõe. Esta é a regra.
Se assim não for é impossível
se acreditar no que prega. Debate
é uma coisa simples: um pergunta, outro responde.Mas
como fazer a pergunta se o perguntado se esconde?
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| Edição nº 110 de 2 de setembro de 2000 |
Pra ganhar uma eleição
o candidato vai fundo:
levanta os mortos da tumba,
chama as almas do outro mundo...
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| Edição nº 107 de 12 de agosto de 2000 |
Aqui em São João del-Rei
o teste é necessidade
pra se exercer um mandato.
Tem por aí candidato
que tem pinta de letrado
e posa de autoridade,
que não respondia a metade
do que lhe for perguntado.
E não é só pra vereador
que deve ser aplicado
o teste revelador:
tem candidato à Prefeitura
aqui, e em muita cidade,
que só não usa ferradura
por pura comodidade...
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| Edição nº 105 de 29 de julho de 2000 |
Partido apoia partido
sem qualquer afinidade.
O que importa é a ambição
de ser dono da cidade.
Deve haver um bom motivo
pra tanta obstinação,
mas não é, seguramente,
nenhuma boa intenção:
no entra-e-sai na Prefeitura
o nosso atraso perdura
e ninguém dá solução.
Quem sabe, mudando o jogo,
e alterando a direção,
desta vez o nosso povo
esqueça a demagogia
e vote só com a razão?
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| Edição nº 104 de 22 de julho de 2000 |
Fazer do adro da igreja
bandeijão improvisado
é um insulto ao patrimônio,
gesto de tresloucado.
Se o gesto é de uma Escola
é mais grave, mais abusado.
É coisa que não aturo.
Um exemplo desastrado
pras gerações do futuro. Em
vez de deixar dinheiro nos restaurantes da cidade,a
turma de farofeiro trouxe a comida de casa,deu uma
de cozinheiro. Turista assim, vade retro. Ninguém
aqui o deseja.Que fique em Pará de Minas (que
nada tem que se veja),em vez de servir comidano adro da nossa igreja.
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| Edição nº 88 de 1 de abril de 2000 |
Vereadores de Dom Joaquim
querem os cães emplacados!
Vão pagar IPVA?
Por acaso serão multados
se urinarem em postes públicos
ou muros que são privados?
As placas vão no pescoço
ou no rabo grampeadas?
Ou serão duas as placas
nos extremos penduradas?
E se forem atropelados?
O seguro indenizará
os donos dos vitimados?
Os cães se perguntam e latem
num protesto singular:
“será que em vez deste povo
não dá pra gente votar?”
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| Edição nº 73 de 11 de dezembro de 1999 |