? Musibraille auxilia no aprendizado musical | Gazeta de São João del-Rei - O Jornal do Campo das Vertentes
SÃO JOÃO DEL-REI, Domingo, 19 de Novembro de 2017  •  Ano XX  •  O Jornal do Campo das Vertentes

Musibraille auxilia no aprendizado musical

As pessoas com deficiência visual poderão, a partir de agora, ter um aprimoramento no aprendizado musical. Isso porque, esta semana o Conservatório Estadual de Música Padre José Maria Xavier, em São João del-Rei, recebeu os integrantes do projeto Musibraille que realizou um curso para 30 pessoas.

Conservatório possui toda uma estrutura para atender os alunos de música. Um exemplo é o teatro da escola - Foto: Internet / Divulgação

Conservatório possui toda uma estrutura para atender os alunos de música. Um exemplo é o teatro da escola – Foto: Internet / Divulgação

A iniciativa destina-se a criar condições favoráveis à aprendizagem musical das pessoas com deficiência visual que sejam equivalentes às dos colegas de visão normal. A técnica de Musicografia braille é uma das principais ferramentas que permitem essa equivalência. Através dela um texto musical de qualquer complexidade pode ser transcrito para a forma tátil e facilmente assimilado pelos deficientes visuais.

De acordo com uma das idealizadoras do projeto, Dolores Tomé, de Brasília, trata-se de um software que desenvolve partituras. “O professor aprende como desenvolver a partitura e o mecanismo, mesmo sendo em braille, é de fácil compreensão para o educador que tem uma tradução da partitura abaixo de cada linha”, disse Dolores.

Para a vice-diretora do conservatório, Salomé Viegas, o curso foi uma oportunidade para abrir um novo nicho na escola. “Já tivemos alunos com problemas visuais, mas com esse software estamos aptos para atender melhor esse público”, afirmou.

Como surgiu
O Musibraille foi criado há três anos e já está sendo usado em todo país, “Até hoje mais de 500 pessoas foram capacitadas por nós diretamente. Fora as que repassaram as informações para outros professores. Já percorremos 15 cidades em todo Brasil e distribuímos 100 kits para cada município”, destacou uma das idealizadoras od projeto.

Integrantes
Além de Dolores, que trabalha com musicocrafia braile há vários anos, ainda participam do projeto o professor José Antônio Borges da Universidade Federal do Rio de Janeiro que coordena o núcleo de computação eletrônica e desenvolve o software para pessoas com deficiências; e Flávio Bonvenutu, da prefeitura de São Paulo e do conservatório de Guarulhos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *