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SÃO JOÃO DEL-REI, Terça-feira, 23 de Maio de 2017  •  Ano XIX  •  O Jornal do Campo das Vertentes

Sequestro e homicídio na região são julgados

Quatro pessoas foram condenadas em São João del-Rei após julgamentos de um sequestro e um homicídio na Comarca local. As duas sentenças foram divulgadas na última semana de março pelo Ministério Público (MP) e envolveram o rapto de uma família são-joanense inteira em 2011; e a morte brutal de um jovem em Prados, em 2015.

Tijolo utilizado para bater na cabeça da vítima em Prados. Crime aconteceu em 2015 - Foto: Reprodução TV Alterosa / Divulgação

Tijolo utilizado para bater na cabeça da vítima em Prados. Crime aconteceu em 2015 – Foto: Reprodução TV Alterosa / Divulgação

Assassinato
V.G.S, hoje com 21 anos, foi condenado a 10 de prisão, acusado de assassinar outro rapaz, de 22, em Prados, em 2015. O crime chocou o Campo das Vertentes, na época, quando a vítima foi encontrada nos fundos de uma olaria com as calças abaixadas até os joelhos, sinais de tortura e esmagamento no crânio. Ao lado do corpo, havia tijolos utilizados no crime manchados de sangue.

A suspeita, desde então, era de que o homicídio envolvia motivações homofóbicas. O promotor do caso, Antônio de Melo, contou em entrevista à Gazeta que o julgamento ocorreu em primeira instância no dia 30 de março, se estendeu por cerca de dez horas e mobilizou militantes LGBT, que pediram a condenação de V. em frente ao fórum. Dentro dele, cinco homens e duas mulheres compuseram júri que votaram, de forma unânime, pelo cumprimento de pena do acusado.

A sentença, a princípio, determinou 14 anos de prisão ao rapaz, que assumiu responsabilidade no crime que, na tese da acusação, teve três qualificadoras: motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. No entanto, a pena acabou reduzida em quatro anos. “O juiz diminuiu dois deles porque o acusado tinha menos de 20 anos na época. E essa possibilidade é prevista em lei. Outra redução, também em dois anos, envolveu o fato de o autor do crime ter confessado o ato. Nós argumentamos, no entanto, que ele o fez de forma inválida, já que ofereceu duas ou três versões diferentes da situação, prejudicando investigações. Exatamente por isso, já recorremos da decisão”, frisou Melo.

Sequestro
De acordo com informações publicadas pela assessoria do Ministério Público Federal (MPF), a sentença desse julgamento foi divulgada na última quinzena de março, embora tenha sido promulgada em outubro do ano passado, quando o órgão conseguiu condenação de três pessoas por prática de extorsão mediante sequestro.

O crime ocorreu em junho de 2011. Na época, uma funcionária da Caixa Econômica Federal foi abordada por quatro pessoas ao chegar em casa, após o trabalho. O marido e o filho da vítima também foram feitos reféns. Além disso, uma quarta vítima, que trabalhava na residência, foi amordaçada e amarrada.

O quarteto acreditava ter sequestrado a gerente do banco e exigiu R$1,2 milhão em troca de liberdade. Mesmo esclarecendo não ser quem procuravam, a funcionária da Caixa foi mantida em cativeiro junto às outras vítimas e foi orientada a comparecer ao trabalho na manhã seguinte, para evitar suspeitas, e tentar sacar o dinheiro.

Lá, acabou avisando a gerência sobre o ocorrido e as autoridades foram acionadas. O filho e o marido dela, enquanto isso, foram obrigados a entrar em um carro e abandonados na BR-040, onde uma viatura policial já os aguardava. J.N.G, E.M.S, J.P.A e J.F.S.P foram presos. Este último, porém, faleceu antes do julgamento. Os demais envolvidos acabaram condenados E.M.S e J.P.A receberam sentença 21 anos e 6 meses de reclusão. Já J.N.G teve pena quatro anos inferior.

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Um comentário para “Sequestro e homicídio na região são julgados”

  1. sebastião milagres disse:

    Cadeia! Cana pesada nestes vagabundos!

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