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SÃO JOÃO DEL-REI, Quinta-feira, 20 de Julho de 2017  •  Ano XIX  •  O Jornal do Campo das Vertentes

Acontece 985

Slow Fashion

Marcelle Hargreaves no desfile “Fora de Moda #sqn - Foto: Belle Melo / Divulgação

Marcelle Hargreaves no desfile “Fora de Moda #sqn – Foto: Belle Melo / Divulgação

Imagine um desfile de moda. Mas um desfile diferente, um convite a despir-se de valores pautados na globalização da roupa para ir de encontro a novas propostas. Afinal, o que é a moda, senão o abrir-se para o novo, para o detalhe, para o encantamento? Foi assim no desfile de rua Fora de Moda, só que não, cuja temática veio contradizer o estereótipo de brechó e ressaltar o slow fashion, uma alternativa sustentável ao fast fashion.

Entenda o que é
O movimento tem como foco a conexão com as próprias roupas, ao invés de enxergá-las como tendências passageiras e descartáveis. Além disso, valoriza o prazer de comprar peças de qualidade, com design atemporal, estimulando o reparo e o cuidado com o próprio guarda-roupa. É aí que os brechós se encaixam, selecionando peças especiais a baixo custo, propondo uma liberdade de ressignificação para cada uma. Afinal, se não há regra para a moda, não há limite para o potencial dos brechós.

Na praça
A escolha para o desfile foi a Praça Cristóvão Colombo. O evento propôs a popularização da moda por meio do uso do espaço público e trouxe, além do desfile, música, projeção, iluminação, live paint e fotografia. A organização do desfile foi do Coletivo Rega-Bofe formado por Aleska Oliveira, Lígia Agostini, idealizadora do evento, Pedro Rubens e Rodrigo Reis. A produção dos looks, com ousadia nas escolhas e combinações, foi de Lígia Agostini, arquiteta e consultora de imagem. A make, que chamou a atenção ao utilizar colagens de tecido, foi de Laís Agostini, designer de moda.

Mestrado
Este projeto foi inspirado pelo programa de mestrado em Artes, Urbanidades e Sustentabilidade (PIPAUS) cursado por Lígia Agostini na UFSJ e é a primeira proposta transdisciplinar da América Latina a construir uma visão aprofundada inter e transdisciplinar sobre processos criativos e suas possibilidades de mobilização e transformação social.

BH A cidade de cada um
Uma sessão de autógrafos de quatro horas, traduz a resistência física da escritora Maria do Carmo Brandão, seu prestígio e de seus editores, os jornalistas José Eduardo Gonçalves e Silvia Rubião. Deixa evidente também o sucesso da coleção BH A cidade de cada um que chega ao seu 29º título Funcionários com lançamento ocorrido, dia 1º de julho, na Livraria Ouvidor. “Mais um título para nossa coleção dedicada à cidade de Belo Horizonte. Desta vez, nada menos que o Funcionários, um bairro que nasceu com a cidade, revivido no testemunho afetuoso de Madu Brandão, que ali nasceu e conhece cada palmo daquele chão”, disse o são-joanense José Eduardo, idealizador do projeto.

O anfitrião José Eduardo com o escritor Jaime Prado Gouveia (diretor do Suplemtno Literário de MG), a autora Maria do Carmos Brandão, os escritores Antônio Barreto e Drummond Amorim: recebendo amigos - Foto: Acervo Pessoal

O anfitrião José Eduardo com o escritor Jaime Prado Gouveia (diretor do Suplemtno Literário de MG), a autora Maria do Carmos Brandão, os escritores Antônio Barreto e Drummond Amorim: recebendo amigos – Foto: Acervo Pessoal

O projeto
Iniciada em 2003 e assinada pela Conceito Editorial, a proposta instiga uma viagem sentimental pelas ruas, bairros e espaços de Belo Horizonte para desvendar não só a geografia, mas também a alma, o sabor e as cores da cidade. Com o último lançamento, já são 29 livros, compondo um grande mosaico que, ao valorizar o passado, ajuda também a entender a grande metrópole de hoje. “São ruas, bairros, praças, escolas, que em seu conjunto, contam uma parte importante da memória afetiva da capital mineira”, completa José Eduardo. Em 2018 a coleção chega aos 15 anos e dois novos títulos já estão no forno: Campus UFMG, que está sendo escrito pela historiadora Heloisa Starling, e bairro “Renascença”, pela poeta Ana Elisa Ribeiro. “Essa coleção não tem fim” conclui o seu idealizador.

Mundo Afora

A jornalista Mariane Fonseca em Paris: só alegria - Foto: Acervo Pessoal

A jornalista Mariane Fonseca em Paris: só alegria – Foto: Acervo Pessoal

Uma viagem a Londres e Paris, em pleno verão europeu, pode ser a realização de um sonho, um mergulho cultural, uma aventura deliciosa, um reencontro entre amigas. Para a jornalista Mariane Fonseca, que viajou em companhia de Nayara Pinheiro, amiga de longa data, foi tudo isso e muito mais. Dez dias mágicos divididos entre duas cidades que são destino precioso para qualquer turista do mundo.

Sentindo as cidades
Sobre Londres, Mariane se disse impressionada com a organização da metrópole, sem falar nas belezas da cidade. “Não é à toa que está entre as que recebe mais turistas no mundo”, comentou. De lá, esticaram até Liverpool, onde fizeram o tour dos Beatles, conhecendo os lugares onde os músicos nasceram e se encontraram. Em Paris, as meninas se hospedaram em Montmartre, um subúrbio de puro charme, cenário do filme O Fabuloso destino de Amelie Poulain, com direito a um drink no Café Deux Moulins, o mesmo que aparece no filme e que empregou a protagonista Amelie. “Foram destinos mágicos para gente”, disse Mariane, que visitou também o Moulin Rouge, sem falar nos pontos tradicionais como a Disneyland e a Torre Eiffel. Mariane é mineira de Arcos, professora de inglês e repórter desta Gazeta há sete anos.

Parabéns Gazeta
Imagine os sábados sem a Gazeta! Se o jornal tem um lugar de destaque na semana (e no coração) dos são-joanenses, não é por acaso. Atrás das manchetes deste semanário, que preenche as manhãs de sábado, noticiando a vida da cidade e região, tem uma equipe que trabalha com….PAIXÃO por São João e pelo que faz. Tem também o LEITOR, que motiva tudo isso, há 19 ANOS! Feliz Aniversário GAZETA!

LUXO E LIXO
Luxo é São João del-Rei sediar o 8º Congresso das APACs pelo bom trabalho que desenvolve, há 12, anos na unidade local. O evento, que começou na última quinta-feira e segue até amanhã, conto com participação de representantes de 28 países, conferência do presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, Herbert Carneiro, além de inauguração da sede feminina e capela da instituição. Entre os temas discutidos pela Associação de Proteção e Assistência aos Condenados, um sistema carcerário mais humanizado. Nada mais oportuno.
Lixo é a falta de horário do caminhão do lixo na coleta pelos bairros da cidade. O fato do caminhão fazer o recolhimento em quaisquer horários, dificulta para todos, favorecendo que animais remexam o lixo, muitas vezes exposto durante todo o dia.

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