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SÃO JOÃO DEL-REI, Segunda-feira, 23 de Outubro de 2017  •  Ano XX  •  O Jornal do Campo das Vertentes

Editorial: Responsabilidades e leis

Meio Ambiente, Urbanismo e Saúde Pública foram os temas de maior destaque na reunião ordinária da Câmara Municipal. Na plenária da última terça-feira, 19, ambas as questões perpassaram dois projetos de lei aprovados por unanimidade que preveem a identificação de terrenos baldios em território são-joanense e, ainda, a aplicação de multa orçada em 2% do valor do imóvel para o proprietário que não os mantiver limpos. E atenção: essa última medida vale, também, para espaços residenciais, habitados ou não.

As sugestões vêm a calhar e oferecem soluções importantes para problemas que parecem particulares mas esbarram, na realidade, em questões de boa convivência e qualidade de vida. Dando apenas um exemplo, a Vigilância Epidemiológica de São João del-Rei alerta constantemente sobre o alto índice de focos do mosquito Aedes aegypti em recipientes descartados que vão de pneus a aparentemente inofensivas embalagens de chips.

Alguns em locais habitados (algo que assusta, claro); outros abandonados deliberada e displicentemente em lotes que, não bastasse isso, acumulam mato.

Daí entra a ironia: chega a ser vergonhoso pensar que questões tão básicas, de capricho e civilidade, precisam de leis, obrigações e punições para ocorrerem. Algo bem lembrado pelo coordenador de Zoonoses do município, Valdisnei Lopes: a conscientização é a chave para evitar todo e qualquer problema. Tanto pessoal quanto estrutural e de dinâmica para quem tenta combater todas as consequências de abandono e descaso em propriedades. Não entendeu? Bom, digamos que ninguém quer ser picado por um escorpião no quintal de casa, enquanto descansa, porque ignorou aquele entulho de reformas ou a coleção de bugigangas guardadas na garagem. Pior ainda é ser vítima disso porque o descaso foi de um vizinho.

Certo?

Pois bem, agentes como o próprio Lopes tentam, rotineiramente, conter ataques como esse. Mas por vezes, se vêm frente a muros que, prevendo segurança, nada mais fazem do que esconder dos olhos um amontoado de riscos. Ou portas que, abertas por pessoas ainda insistentes no erro, se fecham estrondosamente logo depois, negando qualquer intervenção. Um dos projetos apreciados prevê permissão à Prefeitura para entrar nesses locais e realizar limpezas com custos cobrados posteriormente. Novamente: é lamentável precisarmos disso.

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