? Editorial: Conscientizar, testar, combater | Gazeta de São João del-Rei - O Jornal do Campo das Vertentes
SÃO JOÃO DEL-REI, Segunda-feira, 23 de Outubro de 2017  •  Ano XX  •  O Jornal do Campo das Vertentes

Editorial: Conscientizar, testar, combater

Os dados ainda são assustadores: segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), 1,8 milhão de pessoas foram infectadas pelo vírus HIV só em 2016. Isso significa nada menos que uma nova infecção a cada 17 segundos.

Há outras considerações nos números: a mesma ONU classifica o HIV como uma “ameaça para a Saúde Pública”, afetando 36,7 milhões de mulheres e homens no mundo todo.

A você, que está lendo este editorial, pode parecer contraditório o fato de uma das matérias de capa da Gazeta destacar a queda no alcance do HIV em São João del-Rei, por exemplo. Afinal, por que chamar a atenção para esse fato na primeira página e começar com um alarme o texto da página 4?

A resposta é simples: de fato, estamos longe de 1981, ano em que o HIV foi descoberto e a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) – hoje reconhecida como seu “estágio final”, diferenciando um termo do outro – se tornou uma bomba-relógio arrasadora até meados dos anos 90.

Na época, receber o diagnóstico do HIV ou da evolução para AIDS era uma espécie de sentença quase absoluta. Hoje, embora ainda não haja cura para a patologia, os tratamentos disponibilizados são efetivos para longevidade e qualidade de vida.

Há, porém, uma ressalva: também de acordo com a ONU, 54% das pessoas que vivem com HIV não sabem que foram infectadas. No Brasil, conforme lembra a enfermeira e coordenadora do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), Vanderléia Sousa, uma em cada quatro pessoas com o vírus não sabe do problema.

Algo triste pela perspectiva de evolução de um “invasor” do organismo que poderia ser controlado; algo preocupante para a Saúde Pública, que luta para parar sua transmissão. É por isso que, embora tenhamos registrado queda de 50% no total de casos de AIDS notificados, ainda há luta pela frente. E ela começa com a melhor de suas armas: a conscientização. Boa leitura.

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