? Feira da Boa Zona completa um ano | Gazeta de São João del-Rei - O Jornal do Campo das Vertentes
SÃO JOÃO DEL-REI, Domingo, 19 de Novembro de 2017  •  Ano XX  •  O Jornal do Campo das Vertentes

Feira da Boa Zona completa um ano

Há um ano a Rua Marechal Bittencourt, ou a popularmente conhecida “Rua da Zona”, localizada no Centro Histórico de São João del-Rei, tornou-se palco da feira da “Boa Zona”, onde artistas e artesãos expõem trabalhos diversos, como os relacionados à pintura, escultura, além de artigos de antiguidade e itens de brechós. Hoje, 11, data em que é comemorado o aniversário de criação da feira, haverá uma programação especial a partir das 14h. A festividade contará com contação de histórias, oficina de fabricação de peças de cerâmica, além de espaço para arte da tatuagem.

Feira da Boa Zona - Foto: Deborah Castro / Divulgação

Feira da Boa Zona – Foto: Deborah Castro / Divulgação

A atração que é realizada no segundo sábado de cada mês, já se consolidou no calendário cultural de eventos da “terra dos sinos”. De acordo com Leânia Magalhães, uma das organizadoras, são cerca de 20 artistas que participam atualmente da exposição à céu aberto. “Contamos com artistas fixos e alguns que participam eventualmente como convidados. A feira tornou-se um espaço de entretenimento reunindo pessoas de diferentes idades”, conclui.

Flávia Frota, foi uma das precursoras da ideia e em entrevista declarou que o intuito principal foi criar mais um atrativo para o Centro Histórico de São João e uma opção de lazer para a população e turistas. “O público tem aumentado. É uma área que está em processo de revitalização e o objetivo é quebrar um pouco do preconceito que ainda existia com relação à rua”. Segundo o historiador Antônio Gaio Sobrinho, a “Rua da Zona” se transformou numa das mais significativas e atraentes vielas da cidade.

História
A Rua que abriga a feira, foi muito movimenta na década de 80 e ficou também conhecida como “Rua da Cachaça”. Atualmente o local conta com alguns pontos culturais e artísticos, como o Centro de Referência Musicológica Pe. José Maria Xavier (Cerem) e o Centro Cultural Feminino. O cenário fica ainda nas proximidades de dois cartões postais, que são o Solar da Baronesa e a Igreja de Nossa Senhora do Carmo.

O título Rua da cachaça e também da zona carrega uma interessante história. De acordo com o historiador Antônio Gaio Sobrinho: “O nome deveu-se claro ao estabelecimento ali de casas, tavernas e botequins onde se vendiam as ‘agoas ardentes’, mais popularmente conhecidas como pinga ou cachaça. É fácil de imaginar-se que, logo, tais estabelecimentos se foram prestando também como pontos suspeitos de encontros amorosos, pelo que, juntando-se uma coisa à outra, no século XIX, a rua passou a denominar-se igualmente Rua da Alegria”, conclui Gaio.