? Pelas Esquinas: Tópicos | Gazeta de São João del-Rei - O Jornal do Campo das Vertentes
SÃO JOÃO DEL-REI, Sábado, 20 de Outubro de 2018  •  Ano XXI  •  O Jornal do Campo das Vertentes

Pelas Esquinas: Tópicos

Editorial
No dia 8 de janeiro, o Estadão terminou o seu editorial com referências mais do que corretas sobre o que esperar do ano eleitoral que está começando. A advertência merece ser reproduzida: “Os oportunistas sabem exatamente como explorar os justos anseios da sociedade para oferecer soluções milagrosas para os complexos desafios que estão diante da Nação. Ao longo da campanha eleitoral que se avizinha, os brasileiros deverão escolher o tipo de país em que desejam viver. Somente os candidatos que não se acovardarem diante da verdade serão dignos de receber os votos daqueles que sabem que um país sonhado para o futuro é resultado direto de sacrifícios do presente. Os ouvidos precisam estar fechados ao canto dos irracionais”.

Carnaval vem aí
Em São Paulo foram abertas as bilheterias para o desfile das Escolas de Samba. A arquibancada custa 30,00, mas é o único preço acessível. As cadeiras de pista, 270,00; a mesa de pista, 1.200,00 e o camarote 10.000,00. No Rio, as coisas estão complicadas. Os ensaios técnicos no sambódromo foram proibidos pela Prefeitura para cortar despesas. Escolas tiveram que usar outros locais para fazê-los. O Salgueiro, por exemplo, realizou seu ensaio técnico na Conde de Bonfim.

A evolução financeira das Escolas de Samba do Rio, como as de São Paulo, transformaram as entidades carnavalescas em verdadeiras empresas que buscam recursos através de leis de incentivo, particularmente a Lei Rouanet. As escolas de samba criaram duas categoria de alas: as da comunidade e as comerciais. Nas primeiras, as fantasias são gratuitas e distribuídas para a comunidade da Escola de Samba. Nas comerciais, as fantasias são vendidas para quem as deseja comprar, inclusive em prestações. O Salgueiro é a escola de samba com maior número de alas comerciais do Rio de Janeiro: são 12 comerciais para 4 da comunidade. Nas comerciais, o preço médio é de 1.250,00 por fantasia. Na Mangueira são cinco as comerciais com fantasias a 1.600,00, mesmo preço do carnaval de 2017. A Império Serrano, que este ano volta ao Grupo Especial do desfile, tem nove alas comerciais. Nesta Escola de Samba houve um aumento real no preço das fantasias, de 650,00 em 2017 para 1.000,00 em 2018. A Mocidade, uma das campeãs de 2017, cobra 1.200,00 por fantasia de suas nove alas comerciais, mas o cliente pode pagar em 5 prestações e ainda há um desconto para grupos de participantes. Na Grande Rio, que este ano tem Renato Lage como carnavalesco depois de sua temporada no Salgueiro, cobra 700,00 por fantasia, um dos preços mais baixos do Rio. Na São Clemente o preço acessível é recorde: 500,00 por fantasia nas sete alas comerciais da escola. Na Imperatriz Leopoldinense, em 9 alas comerciais, o preço unitário é 800,00, mas cai para 700,00 se o cliente comprar três de uma vez. Na Beija-Flor são seis alas comerciais com fantasias a 1.400,00. Somente a Unidos da Tijuca não tem alas comerciais. Todas as suas alas são da comunidade e fornecidas gratuitamente, o que aumenta consideravelmente as dificuldades financeiras da agremiação. O Paraiso do Tuiuti, que também costuma doar todas as fantasias à comunidade, este ano decidiu separar 200 fantasias a 700,00 para quem não pode comparecer aos ensaios porque mora longe da sede da escola. Esta, aliás, é a regra geral: alas da comunidade são aquelas que ensaiam na sede da Escola de Samba obrigatoriamente; as comerciais são constituídas pelos que só aparecem no dia do desfile e chegam de todas as partes do Brasil.