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SÃO JOÃO DEL-REI, Quarta-feira, 18 de Julho de 2018  •  Ano XX  •  O Jornal do Campo das Vertentes

Acontece 1020

Casamento
Viver um grande amor além mar e fazer desse encontro um sonho real, em total sintonia e felicidade. Foi assim com a são-joanense Sílvia Reis e com o sueco Bengt-Ake Nordfelt, que se casaram no dia 24 de fevereiro, em Tiradentes, em cerimônia inesquecível pela emoção e singularidade com que tudo foi orquestrado, mas sobretudo, pela felicidade dos noivos. Com bem disse Clarice Lispector no poema Sonho, entre os preferidos da noiva: “A felicidade aparece para aqueles que buscam e tentam sempre, para aqueles que reconhecem a importância das pessoas que passam por suas vidas….” Sílvia é filha de Enedina da Costa e Antônio dos Reis (in memorian). São pais do noivo Margit Nordfelt (in memorian) e Gunnar Nordfelt, que não pode estar presente.

 Sílvia e Bengt-Ake: felicidade à flor da pele - Foto: Studio Marie / Divulgação

Sílvia e Bengt-Ake: felicidade à flor da pele – Foto: Studio Marie / Divulgação

Uma história e tanto
Foi em 2014 que os noivos se conheceram, numa das viagens do engenheiro Bengt-Ake pelo Brasil, país que sempre o encantou pela exuberância tropical, assim como toda a América do Sul. Em 2016, se casaram na Suécia, na cidade de Bollnäs, norte de Estocolmo, em cerimônia civil reservada aos familiares do noivo. Para o casamento brasileiro, construído passo a passo, Silvia e Bem se cercaram de profissionais gabaritados e valorizaram tradições dos dois países, sem abrir mão de valores próprios. O resultado dessa união que, pela força do amor, encurtou distâncias entre o Brasil e a Suécia foi puro encantamento.

Os noivos Sílvia e Bem ladeados pelos sobrinhos Fernanda e Vinícius (esq.) e:  Enedina Reis, mãe da noiva - Foto: Studio Marie / Divulgação

Os noivos Sílvia e Bem ladeados pelos sobrinhos Fernanda e Vinícius (esq.) e: Enedina Reis, mãe da noiva – Foto: Studio Marie / Divulgação

Cerimônia
No cenário colonial de Tiradentes, a Igreja do Rosário, de 1708, foi a escolha dos noivos para a cerimônia religiosa. Flores em tons de rosa enfeitaram o altar e a capela mor, assim como o balaústre, numa composição singela.

Noivo e padrinhos suecos chegaram em uma jardineira antiga, relíquia do Museu do Automóvel, no Bichinho, inovando a cena. Bem abriu o cortejo ao lado da sobrinha Fernanda, seguidos pelos padrinhos, entre os quais, amigos suecos que vieram a Tiradentes especialmente. Por sua vez, D. Enedina, mãe da noiva, com o neto Vínícius e, na sequência, a dama Isadora.

A hora do sim
Uma alameda de pétalas e velas embelezou o adro Rosário, por onde Sílvia caminhou ao som de La Vie em Rose junto ao sobrinho Vinícius. E não podia estar mais linda! O belo vestido, com toques de ousadia foi complementado pelo bouquet de orquídeas e pelo sorriso perfeito, iluminado de alegria. O traje sob medida, que valorizou seu porte mignon, mesclou a delicadeza da renda à assimetria do comprimento, deixando as pernas à mostra. Tudo chique e elegante como deve ser. Pe. Ademir conduziu a cerimônia e nem é preciso dizer do acerto de suas palavras. Para a entrada das alianças, levadas pelo pequeno Samuel, Isadora, prima da noiva, cantou lindamente. Tudo pontuado pela música de Salomé Viegas e equipe, numa energia e astral contagiantes. No adro da igreja, chuva de arroz, honrando a tradição.

Tempo de Festa
Pelo envolvimento da família e amigos que vieram de longe, pela alegria e entusiasmo dos noivos, que se dedicaram ao planejamento de cada detalhe, era de se esperar uma festa linda. Silvia e Bem foram além e lapidaram uma noite exclusiva priorizando seus tesouros e valores e, acima de tudo o amor, que dá sentido e graça à vida. O resultado foi um casamento lindo, coerente nos detalhes que costuraram a história do casal e emocionante por sua alegria.

Sílvia e Bem: cenas de um lindo casamento - Foto: Studio Marie / Divulgação

Sílvia e Bem: cenas de um lindo casamento – Foto: Studio Marie / Divulgação

Villa dos Sonhos
A festa em um dos locais mais requintados de Tiradentes, foi em tudo original. Ícones da cultura sueca lembraram o país do noivo, sem deixar de lado a elegância e a mineiridade de bem receber, traduzida por um buffet de delícias. O grande artista Jaime Vieira, pintou painéis exclusivos onde se lia versos de Fernando Pessoa, bem ao estilo da noiva. Lustres de cristal iluminaram a alegria em todos os cantos do salão, assim como arranjos monumentais, tapeçarias e candelabros traduziam a elegância da ambientação. A imponente mesa do bolo e doces, artisticamente elaborada, foi pano de fundo para as fotos em família, brindes e abraços. Na pista, só alegria, em diversos momentos musicais. Da jovem Isadora, 11, prima da noiva, que desponta no cenário nacional, à excelência do grupo Tom Maior, tudo valeu a pena! Surpresa para os noivos foi o show de ritmistas Reggae da Periferia, que valorizou a cultura brasileira, encantou os suecos e elevou o astral às alturas. E não faltou o melhor whisky e espumante, chopp artesanal e coquetéis, culminando com lauto jantar. Para a despedida, além do café brasileiro, pães de mel e mimos para os convidados, chá de blueberry e pepparkakor (biscoitos suecos). Destaque para as irmãs da noivas e sua dedicação em todas as etapas. Os noivos viajaram em lua de mel para o litoral da Bahia e alternam residência entre São João del-Rei e Estocolmo.

Dia da Mulher
Em iniciativa pioneira, no Dia Internacional da Mulher, a Associação Comercial e Industrial de SJDR (ACI Del-Rei) convidou 12 mulheres, de profissões e vivências diferentes para debater o tema: “a coragem de ser mulher no mundo contemporâneo. A vice-presidente da ACI, Olga Silva abriu a noite, saudando as convidadas. Sob o comando de Maristela Valadão, empresária, professora da UFSJ e diretora de Promoções da ACI, a noite foi pródiga em depoimentos e importantes contribuições das convidadas, que elegeram a palavra respeito como uma conquista necessária e almejada por mulheres de todas as classes e gerações. Houve tempo para um café, sorteio de brindes e participação da plateia. Entre as convidadas, jornalistas, advogadas, empresárias, professoras, psicóloga, funcionária pública e estudantes.

 Carla Gomes, Sônia Haddad, Elke Carvalho, Adriana Cunha, Agnes Reitz e Tatiana Silva (atrás), Maristela Valadão, Michele Cristina, Cláudia Simões, Anália Catizane, Cíntia Sampaio e Conceição Azy: mulheres movimentaram a ACI Del-Reidiadamulher - Foto: Acervo ACI Del- Rei / Divulgação

Carla Gomes, Sônia Haddad, Elke Carvalho, Adriana Cunha, Agnes Reitz e Tatiana Silva (atrás), Maristela Valadão, Michele Cristina, Cláudia Simões, Anália Catizane, Cíntia Sampaio e Conceição Azy: mulheres movimentaram a ACI Del-Reidiadamulher – Foto: Acervo ACI Del- Rei / Divulgação

Exposição e livros
Uma ideia ousada, um trabalho gigante, uma equipe afinada e uma vontade enorme de realizar. Assim nasceu o projeto “Quaresma e Semana Santa em São João del-Rei”, que inclui a exposição de fotos e livro Passio Domini, além do lançamento da terceira edição do livro “Piedosas e Solenes Tradições de Nossa Terra”, totalmente revisado e valorizado por novo conceito editorial. O Projeto, que resultou também na criação do site semanasantasjdr.com.br, com textos e fotos desse período religioso e cultural, teve abertura solene na quinta-feira, 8 de março, no Centro Cultural da UFSJ. E como bem disse a fotógrafa Adrianna Neves em seu pronunciamento, lembrando música de Raul Seixas: “Sonho que se sonha junto é realidade”. Para os três autores do projeto – Adrianna Neves, Júnior Viegas e Olívia Lombardi – esse sonho, mais do nunca real, ganha os aplausos e o reconhecimento de todos, na medida em que se torna uma ferramenta efetiva para a perpetuação de tradições tão caras ao povo são-joanense. Tudo artisticamente profissional, o que significa, um longo caminho de trabalho e pesquisa, conhecimento e talento capazes de produzir uma obra singular.

Abertura
Quem esteve no Solar da Baronesa, na noite de abertura, se surpreendeu, não só pelo requinte e beleza da montagem, mas pela ousadia da proposta, que investe em tema de pura tradição. Paixão de Cristo ou Passio Domini, em latim, “é mais que uma exposição ou livro, é imersão em território sagrado e a visita à mostra é enriquecedora. “Um trabalho cuidadoso, de pesquisa e resgate cultural, culminando numa exposição que emociona e encanta. Arte e criatividade, cidadania e amor a São João del-Rei ficaram evidentes no Solar da Baronesa. Assim como nossas belas igrejas, estes livros são marcos que perpetuam a história e a cultura sanjoanenses” disse a professora e empresária Ana Maria Campanha, presente na abertura, que faz questão de parabenizar Junior Viegas, Olívia Lombardi, Adrianna Neves, assim como Pe. Geraldo.

Pronunciamentos
A abertura da exposição contou com grande público e as palavras de Adrianna, Júnior e Olívia, autores do projeto, além de Pe. Geraldo, pároco da Catedral do Pilar e Pe. Dirceu Medeiros, vigário Geral da Diocese. “SJDR e, de maneira particular, a Catedral Basílica de Nossa Senhora do Pilar, são guardiãs de um rico patrimônio espiritual, religioso e cultural. É um tesouro de fé do qual devemos cuidar e transmitir com orgulho às novas gerações” E lembrou Monsenhor Paiva, idealizador do livro Piedosas e Solenes Tradições de nossa Terra, agradecendo à toda equipe envolvida e patrocinadores: “por fim, meus sinceros agradecimentos ao Sesi, e à CNI, através de seu presidente, o são-joanense Robson Braga de Andrade, cujo patrocínio possibilitou a realização deste projeto.

 Padres Vinícius e Dirceu, Júnior Viegas, Pe. Geraldo, Pe. Alisson, Adrianna, Pe. Ramiro e Olívia: noite de abertura do projeto contou com a presença de padres da Diocese - Foto: Eduardo Lopes / Divulgação

Padres Vinícius e Dirceu, Júnior Viegas, Pe. Geraldo, Pe. Alisson, Adrianna, Pe. Ramiro e Olívia: noite de abertura do projeto contou com a presença de padres da Diocese – Foto: Eduardo Lopes / Divulgação

A exposição
“Começamos a trabalhar intensamente no último ano, assim que conseguimos o patrocínio, e a excecução do projeto teve início há cerca de seis meses com a edição fotográfica e diagramação dos livros” contou Olívia e acrescentou: “Sobre a exposição, buscamos criar o clima das cerimônias com pouca luminosidade e daí as cortinas foram fundamentais para essa atmosfera, assim como as cores roxo e vermelho, pensadas de acordo com as irmandades e o tema: roxo para a Irmandade do Sr. dos Passos, representando a Quaresma e vermelho para a Irmandade do Santissimo Sacramento, responsável pela Semana Santa. Integra a exposição belo tapete de areia feito pelo artista Carlos Magno de Araújo, assim como três instalações, que complementam a montagem: o vídeo , inspirado no Sermão das Sete Palavras, traz o canto gregoriano na voz de Paulo Márcio Amaro. O coroinha que participa das gravações é Domingos Sávio. Outra instalação brinca com a curiosidade ja que os passinhos ficam fechados durante a maior parte do ano e o visitante pode olhar através de fechaduras. Uma instalação de luz faz referência à Vigília Pascal, cerimônia que é uma das mais importantes da Semana Santa. Com a igreja às escuras o sacerdote conduz o círio pascal e aos poucos acendem-se as luzes e, simultaneamente, as velas dos fiéis.

Olívia e Júnior Viegas, Mauro Santos, Neila Belo, Mauro Lovatto, Érica Santana e Adrianna Neves: autores do projeto e colaboradores em noite de celebração - Foto: Eduardo Lopes / Divulgação

Olívia e Júnior Viegas, Mauro Santos, Neila Belo, Mauro Lovatto, Érica Santana e Adrianna Neves: autores do projeto e colaboradores em noite de celebração – Foto: Eduardo Lopes / Divulgação

A união faz a força
Entre os envolvidos no projeto, vale destacar a parceria da Fundação Museu de Arte Sacra, através de seu diretor Mauro André Santos. Na exposição Passio Domini, que permanece até 9 de abril, Zuleica Lombardi assina o projeto arquitetônico e Olívia, o projeto expográfico O vídeo foi criado por André neves e Carol Argamin, em parceria com Luciano Mafra, que assina também o áudio. Eduardo Lopes é o responsável pela iluminação, sendo os textos, de autoria do professor José Antônio Oliveira de Resende e do jornalista Mauro Lovatto. Na escolha e edição das fotos,os fotógrafos Kátia Lombardi e Pedro Mota. Muitos foram os envolvidos e seria impossível citar a valiosa colaboração de cada todos. O nome Passio Domini foi sugestão do fotógrafo Marcos Luan que tem fotos selecionadas no site do projeto.

Livros
Com renda revertida para a Paróquia do Pilar, o livro Passio Domini,com encadernação de luxo e escrito em três idiomas, custa R$ 90 reais e a caixa com os quatro volumes de Piedosas e Solenes Tradições de Nossa Terra sai por R$ 80 reais. Ambos à venda no Museu de Arte Sacra, Secretaria da Paróquia do Pilar, Igreja de São Francisco e A Colegial, podendo ser adquiridos também, durante os finais de semana, no Solar da Baronesa.

Passos -  pelo exercício da fé e perpetuação de tradições bi-centenárias, pela liturgia tocante, pelo rico universo sonoro, pela união de esforços,  a solene celebração que relembra o calvário de Cristo, promovida pela Irmandade do Senhor Bom Jesus dos Passos, é em tudo especial. Este ano, tocando fundo o coração dos fiéis com o jovem Pe. Vinícius Idefonso Campos, encorajando mudanças de atitude nos Sermão do Encontro e do Calvário - Foto: Marcos Luan / Divulgação

Passos – pelo exercício da fé e perpetuação de tradições bi-centenárias, pela liturgia tocante, pelo rico universo sonoro, pela união de esforços, a solene celebração que relembra o calvário de Cristo, promovida pela Irmandade do Senhor Bom Jesus dos Passos, é em tudo especial. Este ano, tocando fundo o coração dos fiéis com o jovem Pe. Vinícius Idefonso Campos, encorajando mudanças de atitude nos Sermão do Encontro e do Calvário – Foto: Marcos Luan / Divulgação

Conferência - De 8 a 10, a OAB/MG realizou a XVI Conferência Estadual da Advocacia Mineira. Durante três dias milhares de advogados, magistrados e estudantes se reuniram em Juiz de Fora para debater temas de relevância no cenário jurídico nacional. O presidente da seccional, Antônio Fabrício Gonçalves, destacou a grandiosidade do evento e o legado que a conferência trouxe para o país. “Deixamos aqui a campanha para incentivar mais mulheres na política; lançamos a cartilha de prerrogativas; realizamos desagravo público; mostramos e divulgamos os programas de benefícios; ampliamos o diálogo com a sociedade”, avaliou. Na foto, a conselheira estadual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seção Minas Gerais, Juliane Menezes Machado, ao lado de do presidente nacional da OAB Claudio Pacheco Prates Lamachia (esq.) e Antônio Fabrício (dir.) - Foto: Divulgação

Conferência – De 8 a 10, a OAB/MG realizou a XVI Conferência Estadual da Advocacia Mineira. Durante três dias milhares de advogados, magistrados e estudantes se reuniram em Juiz de Fora para debater temas de relevância no cenário jurídico nacional. O presidente da seccional, Antônio Fabrício Gonçalves, destacou a grandiosidade do evento e o legado que a conferência trouxe para o país. “Deixamos aqui a campanha para incentivar mais mulheres na política; lançamos a cartilha de prerrogativas; realizamos desagravo público; mostramos e divulgamos os programas de benefícios; ampliamos o diálogo com a sociedade”, avaliou. Na foto, a conselheira estadual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seção Minas Gerais, Juliane Menezes Machado, ao lado de do presidente nacional da OAB Claudio Pacheco Prates Lamachia (esq.) e Antônio Fabrício (dir.) – Foto: Divulgação

LUXO & LIXO

Luxo foi a celebração de Passos, realizada pela Irmandade Senhor Bom Jesus de Passos, no esplendor de suas mais autênticas tradições. Um chamado para viver a fé, reconhecendo na cruz, as marcas do amor de Deus.
Lixo é a atitude de quem fala alto ao celular enquanto acompanha a procissão, ou ainda, se esquece de colocar o aparelho no mudo, sendo surpreendido por uma ligação em hora imprópria.