? Editorial: Única no mundo | Gazeta de São João del-Rei - O Jornal do Campo das Vertentes
SÃO JOÃO DEL-REI, Quarta-feira, 26 de Setembro de 2018  •  Ano XXI  •  O Jornal do Campo das Vertentes

Editorial: Única no mundo

Vou contar até três para dizer o quanto o amor de um filho pela mãe é enorme, diferente de qualquer outro, porque mãe não é todo mundo, é um anjo, um ser de luz, que precisa de muita paciência e muito amor para criar seus filhos, mãe é única e pronto e acabou. Ah, quando ela não estiver mais aqui, tem razão nas chantagens emocionais, todos sentirão falta, todos clamarão pela presença da mãe novamente, nem que seja só por mais cinco minutinhos. “Quando eu não estiver mais aqui você vai dar valor” sim, é verdade, talvez o valor seja redobrado, mas seu valor é inerente ao seu cargo de mãe, ninguém duvida. Mãe é jornada tripla, três turnos sem parar, sem descanso, férias ou aposentadoria. Dizem que os filhos as deixam de cabelos brancos, e é certo que isso dói mais nos filhos do que nelas mesmas, a sensação de que o tempo está passando e que não dá mais para se aninhar no colo das mamães é terrível.

Elas são fogo, não é não mesmo, e nem interessa o porquê, a única certeza é que aquele não tem um “q” de intuição, é sempre bom obedecer. Mãe sente, sente muito! Mãe é mil e uma utilidades, é enfermeira, médica, professora, motorista, guarda costas, salva vidas, cozinheira, terapeuta. Mãe é morada, é para onde se quer voltar quando o mundo bate, é aconchego e amor personificado. “Bota o chinelo menino, vai pegar uma gripe” é melhor colocar, viu? Caso contrário a gripe é certa. Ela sabe porque também é vidente. A única coisa que mãe não é (mas deveria ser) é eterna, e desde já sabe-se bem da razão que as mães tem quando dizem que um dia os filhos irão agradecer, isso é fato! Mas que essa gratidão surja desde já, enquanto elas estão ao lado, que seja demonstrada e recompensada, porque quando elas não estiverem mais aqui e os filhos abrirem a boca para chorar vão ouvir, de algum lugar do céu, “engole esse choro, menino!” e dessa vez não será possível.