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SÃO JOÃO DEL-REI, Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2018  •  Ano XXI  •  O Jornal do Campo das Vertentes

Pelas Esquinas: tópicos

Longe daqui
É longe daqui, mas serve de exemplo. “A Irlanda terá pelo quinto ano seguido o maior crescimento entre as principais economias da zona do euro. Atingido pela crise de 2008, o país foi o primeiro da região a fazer o ajuste fiscal. Cortou 20% do salário do funcionalismo, subiu imposto, reduziu servidores e dobrou de 6% para 12% a contribuição para a Previdência. O desemprego, que tinha ido a 15% cairá para 5% neste ano de 2018”.

Os números são impressionantes: o PIB irlandês cresceu 7,8% em 2017 e crescerá 5,6% pela estimativa da Comissão Europeia em 2018. O embaixador da Irlanda no Brasil, Brian Glynn, diz que desde a década de 1990 o país entendeu a importância do equilíbrio fiscal. Segundo ele, na Irlanda havia a percepção entre os políticos de que o ajuste fiscal precisava ser rápido para ser eficaz, e o Judiciário não derrubou parte das medidas, como vem acontecendo no Brasil…

Propaganda eleitoral
O que se ouve na propaganda eleitoral de qualquer candidato à presidência é simplesmente assombroso. Do que se ouve, qualquer um deles parece que vai presidir o Brasil sozinho, conforme sua vontade, na certa através de decretos leis. Vão resolver tudo, desemprego, crescimento, distribuição de riqueza, infraestrutura, desigualdade econômica e social, racismo, assédio sexual, segurança, atendimento à saúde, mobilidade urbana, o diabo a quatro. Para os candidatos basta a vontade e tudo estará resolvido. O Congresso parece que não existe. Muito menos as leis e o Judiciário. Tudo parece fácil: basta que o candidato queira e tudo será feito! Êta Republiqueta de Bananas!

Pesquisas
Volta e meia as pesquisas estão por aí, com percentuais que sobem e descem de uma semana para outra. Mas nas pesquisas há resultados que não recebem a mesma atenção dos percentuais de votação nos candidatos. Alguns deles nem são publicados na imprensa nem difundidos nas TVs. Na última pesquisa do IBOPE, por exemplo, há um resultado que chamou minha atenção. Repare: 32% dos eleitores classificam como “muito alta” e “alta” a probabilidade de escolher um nome que não seja o seu preferido, para evitar que outro candidato vença a disputa. Ou seja, trata-se da possibilidade, bem elevada, 32%, de voto útil. E esta tese tem prevalecido em muitas rodas da minha convivência: para evitar o PT no governo, voto útil…