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SÃO JOÃO DEL-REI, Sábado, 20 de Outubro de 2018  •  Ano XXI  •  O Jornal do Campo das Vertentes

Acontece 1049

Casamento
Entre os acontecimentos sociais mais aguardados da temporada, a bela professora doutoranda Raíssa Neves Fagundes casa-se hoje com o empresário Leonardo Lima, em prestigiada cerimônia na Matriz de Santo Antônio, em Tiradentes. A história que começou há sete anos, em São João del-Rei, quando o casal se conheceu, tem hoje um dos seus capítulos mais felizes, compartilhado com familiares e amigos, muitos vindos de longe, para desejar a Raíssa e Leonardo, toda a felicidade do mundo! A noiva é filha da são-joanense Márcia Neves e Jayme Eduardo Fagundes, que moram em Itatiba (SP). São pais do noivo, Maria Helena Ferreira Batista e Rafael José de Lima Júnior, residentes em Caratinga (MG).

v Raíssa e Leonardo em ensaio pré-wedding: a beleza de um casal em sintonia - Foto: Helena Leão / Divulgação

 Raíssa e Leonardo em ensaio pré-wedding: a beleza de um casal em sintonia – Foto: Helena Leão / Divulgação

Nossa Senhora das Mercês
A Ordem das Mercês, como os são-joanenses se referem à Venerável Arquiconfraria de Nossa Senhoras das Mercês vive um tempo muito especial pelos 800 anos de sua fundação. Se em 1218, Pedro Nolasco, fundador da ordem, já vislumbrava um povo cativo e subjugado pela tirania dos governantes, à espera de libertação, hoje, situações semelhantes continuam a aprisionar a população, submetida a diversos tipos de escravidão. É nesse cenário de esperança e libertação, que a festa de Nossa Senhora das Mercês, de 15 a 25 de setembro, foi ainda mais grandiosa, a começar pelo belo convite, confeccionado na Gráfica Escola do Museu de Arte Sacra, trazendo a obra “800 anos de redenção”, do artista Samuel Marcelino.

v O estimado Dom Waldemar, bispo Emérito de SJDR na procissão das Mercês: carisma - Foto: Gazeta

 O estimado Dom Waldemar, bispo Emérito de SJDR na procissão das Mercês: carisma – Foto: Gazeta

Trabalho voluntário
“A alegria e o orgulho de ser mercedário impulsionaram a grandiosidade da celebração que emocionou a todos e, muito mais que um espetáculo, foi oportunidade para enriquecer a nossa fé e aprofundar a espiritualidade” disse a educadora Alcimara Zanetti, que destacou também o trabalho incansável de várias equipes, inclusive voluntários, que, durante meses se dedicaram à realização das festividades.

Trabalho de equipe
A beleza e complexidade da celebração pode ser medida pelo número de colaboradores envolvidos e o tempo de preparação. “Ao término das festividades, já iniciamos os preparativos para o próximo ano. Os pregadores para 2019, por exemplo, já foram convidados” disse o pároco Pe. Geraldo Magela, incansável à frente da Paróquia da Catedral do Pilar, como um maestro e sua grande orquestra. Destaque para os pregadores convidados, que vieram a SJDR especialmente: Pe. Frei Jociel Carvalho, Conselheiro Provincial da Província Mercedária do Brasil, Dom Moacir Silva Arantes, bispo Auxiliar de Goiânia, Dom Leonardo de Miranda Pereira, bispo Emérito de Paracatu e o cardeal Dom Raymundo Damasceno Assis, arcebispo Emérito de Aparecida, que participou da Procissão do dia 24, ao lado do bispo Emérito de SJDR, Dom Waldemar Chaves de Araújo.

v Vitor Taroco e o filho João Victor na Procissão das Mercês: gerações mantém viva as tradições - Foto: Gazeta

 Vitor Taroco e o filho João Victor na Procissão das Mercês: gerações mantém viva as tradições – Foto: Gazeta

Procissão
No dia maior, dedicado a Nossa Senhora das Mercês, um dia inteiro de festa e júbilo, a começar pela alvorada festiva, com a participação da Banda Municipal Santa Cecília. Às 10h, missa solene presidida por Dom Raymundo Damasceno de Assis e abrilhantada pela Orquestra Lira Sanjoanense. Às 17h, missa solene concelebrada, com o belíssimo Coro da Associação dos Coroinhas de Dom Bosco da Catedral do Pilar. Tudo transmitido ao vivo pela Rádio São João. Show de fogos e dobrar dos sinos anunciaram a saída da procissão pelas ruas do centro histórico. Durante todo o trajeto, homenagens com fogos, sinos e chuva de pétalas evidenciaram o envolvimento da cidade com os 800 anos da Ordem Mercedária.

v Os irmãos Luis Gustavo e Bernardo com o pai Luiz Dangelo: fé que se renova - Foto: Gazeta

 Os irmãos Luis Gustavo e Bernardo com o pai Luiz Dangelo: fé que se renova – Foto: Gazeta

Homenagens
A imagem de Nossa Senhora do Carmo, na porta principal da igreja, saudou a passagem do andor de Nossa Senhora das Mercês no Largo do Carmo. Na Igreja de São Francisco, show de fogos e dobrar de sinos à passagem da procissão. Na escadaria da Matriz do Pilar, a homenagem foi dos alunos e professores do Conservatório, com coral de vozes infantis. Da mesma forma, coral com as irmãs Mercedárias e funcionários do Hospital prestaram homenagem à patrona em frente ao Hospital das Mercês, na passagem da Procissão. Não há como pontuar todos os envolvidos e seus méritos. Os aplausos são para todos da Mesa Administrativa, na pessoa do juiz Kleber de Oliveira Lima, assim como as diversas agremiações musicais e artistas que cuidaram da decoração da igreja e dos andores, como Tuca Silva. No altar mor da Igreja das Mercês, a bela imagem de Nossa Senhora, mais uma obra do grande escultor Fernando Pedersini.

Eleição
Quando o país se divide e os ânimos se alteram na defesa desta ou daquela candidatura, até amanhã, é tempo ainda, de pesquisar, refletir muito e jamais deixar de votar. Esse direito é uma conquista e um privilégio: escolher o candidato que, de fato, faz por merecer o seu voto!

Dia das Crianças
Com abertura na próxima segunda-feira, 8, até quinta-feira, 11, o Museu Regional apresenta programação especial em comemoração à Semana da Criança. Serão apresentações de fantoches e intervenções de palhaças, além da inauguração da exposição “Sobre Bichos”.

A exposição
De autoria da paulistana Tatiana Clauzet, a mostra apresenta cerca de 30 obras em acrílico sobre tela e guache sobre papel. A artista fez residência artística na Egon Schiele Art Centrum, na República Tcheca, e já realizou mais de 15 exposições em São Paulo, Rio de Janeiro, Austrália e República Tcheca. “Sobre bichos’ é uma pequena homenagem à nossa fauna que, em toda sua cor, forma e alma enriquece nossas matas e merece ser respeitada, protegida e admirada”, comenta Tatiana.

Para as crianças
As apresentações de fantoche começam na segunda-feira e continuam ao longo da semana, em parceria com quatro escolas da cidade. As peças, baseadas em lendas indígenas, foram concebidas pela estudante do curso de Teatro da UFSJ e estagiária do setor educativo do Museu, Paola Andrade .A intervenção de palhaços será nos dias 9 e 11 de outubro, em parceria com escolas municipais de SJDR.

Café com Prosa
Imagine um happy hour entre amigos, mas sobretudo amigos das letras, num ambiente agradável e acolhedor. De quebra, uma linda mesa preparada pelo maitre da casa com café, chá, sucos e petiscos doces e salgados, sem faltar o pão de queijo nosso de cada dia. Foi assim no “Café com Prosa: Roda de Conversas” organizado pelo Instituto Histórico e Geográfico de SJDR, juntamente com a Academia de Letras, saudando a chegada da primavera entre amigos. Em sua quinta edição, o evento escolheu o Café Abades, cujo nome homenageia um dos fundadores do IGH de São João del-Rei, o pintor e escritor, Geraldo Guimarães, conhecido como Abade.

v Ana Maria Cintra, Zélia Terrel, presidente da Academia de Letras de SJDR, o anfitrião Diogo Ferreira Guimarães, Lucinha Guimarães, vice-presidente do IGH, e Ana Resende, da Academia de Letras, no Café com Prosa - Foto: Eduardo Lopes / Divulgação

 Ana Maria Cintra, Zélia Terrel, presidente da Academia de Letras de SJDR, o anfitrião Diogo Ferreira Guimarães, Lucinha Guimarães, vice-presidente do IGH, e Ana Resende, da Academia de Letras, no Café com Prosa – Foto: Eduardo Lopes / Divulgação

Encontro, prosa e poesia
Bem recebidos pelo dono da casa, o jovem Diogo Ferreira Guimarães e saudados pelos anfitriões, o presidente do IHG, Paulo Roberto Sousa Lima, e a vice–presidente, Lucinha Guimarães, os convidados puderam cantar e declamar, inclusive obras que trazem à tona vivências da infância e juventude. Oportunamente, o evento também tratou de temas de interesse comum, como o centenário do saudoso historiador são-joanense, Sebastião Cintra, previsto para acontecer no último domingo deste mês, em realização conjunta com a Academia de Letras. Ao final, o presidente Paulo Roberto falou do interesse do IHG de SJDR em desenvolver eventos em parceria com os IHGs de cidades vizinhas. No encerramento, hora de agradecer e, surpresa, distribuição gratuita de livros!

Felit
Noite de sábado na sede da Sociedade de Concertos Sinfônicos de SJDR. Casa lotada, público jovem, vibrante, pessoas de pé com o olhar atento na apresentação. A diferença é que no último sábado, 29, não era um concerto, como de costume, mas a conferência Literatura, Vida e Resistência, com a professora e escritora Conceição Evaristo, um dos pontos altos do 12º Felit na reta final da programação. Com mediação do jornalista José Eduardo Gonçalves e da professora Maria Ângela Resende (UFSJ), era de se esperar coisa boa, mas a professora foi além e exibiu o preparo que a fez mudar a própria história. O evento deu mostras do quanto a literatura emociona, apaixona e aproxima as pessoas, uma vez que, aberta a palavra, os alunos de Letras do Instituto Federal (IF Sudeste) e da UFSJ foram unânimes em agradecer ao Felit a “honra de conhecer de perto a escritora Conceição Evaristo.

v Grandes momentos do Felit com a professora e escritora Conceição Evaristo na conferência “Literatura, Vida e Resistência” - Foto: Gazeta

 Grandes momentos do Felit com a professora e escritora Conceição Evaristo na conferência “Literatura, Vida e Resistência” – Foto: Gazeta

Conceição Evaristo
Mineira de BH, foi no Rio de Janeiro, para onde se mudou na década de 70, que Conceição estudou e se tornou professora e escritora. Participante ativa dos movimentos de valorização da cultura negra no Brasil, estreou na literatura em 1990 publicando contos e poemas na série Cadernos Negros e não parou mais. Com livros premiados e traduzidos em diversos países, recebeu, este ano o Prêmio de Literatura do Governo de Minas Gerais pelo conjunto de sua obra, na qual trabalha o universo das relações de gênero num contexto social marcado pelo racismo e pelo sexismo. Na conferência do Felit, contou a sua história, tocando em temas polêmicos, como a figura feminina, símbolo de resistência à pobreza e a discriminação, e sua responsabilidade na denúncia da condição social dos afrodescendentes. E como nos livros, “ num tom de sensibilidade e ternura próprios de seu lirismo”. A enorme fila que se formou para ter um livro autografado pela escritora deu mostras de que a semente plantada pelo Felit, há 12 anos, não foi em vão.

Vida longa ao Felit
“O Felit é uma iniciativa notável, que admiro profundamente e muito honra São João del-Rei. De maneira especial, destaco o trabalho do jornalista Lúcio Teixeira, idealizador do Felit, valorizando a Literatura e trazendo à terra natal, a riqueza de autores consagrados. Da mesma maneira, enalteço a participação brilhante do jornalista, meu ex-aluno, José Eduardo Gonçalves, como curador, em tantas edições do Felit ” disse o professor, músico e intelectual Abgar Campos Tirado. E continuou: “na manhã do último domingo, na reunião da Academia de letras de SJDR, à qual pertenço, foi feita justa homenagem ao escritor Luiz Ruffato, destaque desta edição. Fiquei realmente encantado com o escritor, sua história e sua pessoa” completou Abgar.

Obrigado Felit
Desde os primeiros Felits, que aconteceram no lindo e espaço do Complexo Ferroviário, a dedicação e o compromisso de Lúcio e toda a sua equipe crescem a cada ano. Que a nossa comunidade possa continuar recebendo e colaborando com este importantíssimo evento, que já beneficiou milhares de alunos, consolidou inúmeras parcerias e definitivamente, é merecedor de todo o nosso respeito, apoio e admiração”, completou a empresária e gestora cultural Alzira Agostini.

LUXO X LIXO

Luxo foi a beleza das exposições de pintores e escultores, sobretudo são-joanenses, inaugurando a primavera nas salas dos museus e Solar da Baronesa.
Lixo é a atitude de cidadãos irresponsáveis que insistem em queimar seu lixo doméstico e outros refugos no fundo de hortas, beira de córregos e morros, causando enorme transtorno à vizinhança com a fuligem proveniente da queimada e o desconforto respiratório. Para os desavisados, esta prática é proibida!