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SÃO JOÃO DEL-REI, Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2018  •  Ano XXI  •  O Jornal do Campo das Vertentes

Pelas Esquinas: tópicos

Os 800 milhões
Poucos dias antes da eleição mais tensa e inusitada que já vimos ocorrer no país, o ex-ministro Antônio Palocci abriu a goela e confessou, na posição de ter sido um dos coordenadores principais da campanha eleitoral de Dona Dilma, que o PT gastou 800 milhões em 2014 para eleger a “mulher sapiens”. 800 milhões dos quais a maioria de origem ilícita…O PT declarou ao Tribunal Superior Eleitoral que gastou na campanha 350 milhões, ou seja, 450 milhões foram gastos por fora, na ilegalidade. Alguém vai duvidar da confissão de Palocci? Um dos mais importantes membros da cúpula do partido, além de coordenador da campanha? Dona Dilma está em Minas buscando os votos da mineirada para ser senadora pelo Estado no qual nunca militou politicamente, nem profissionalmente. Uma aberração eleitoral.

Sobre as denúncias alarmantes de Palocci, o senador Aécio Neves fez um comentário que se tornou público:

“ Em 2014, eu já alertava para as ilegalidades cometidas pela candidata Dilma Rousseff para vencer as eleições. Hoje, quem confirma isso de forma escandalosa é um dos principais coordenadores de sua campanha, o ex-ministro Antônio Palocci. Ele diz que naquela campanha foram gastos 800 milhões, a maioria de origem ilícita.

E não tenho dúvidas de que um dos principais cúmplices desse crime foi Joesley Batista, largamente beneficiado em seu governo e que, para atender seus aliados do PT, armou uma trama perversa para me atingir, gravando uma conversa em que um empréstimo privado adquiriu ares de ilegalidade, mesmo sem que houvesse dinheiro público envolvido ou qualquer contrapartida.

Hoje, dentre outros inquéritos, Dilma Rousseff é investigada pelo recebimento de US$150 milhões do Grupo J&F no exterior para abastecer suas campanhas, e pelo escândalo da compra de Pasadena.
Nunca tive dúvidas de que a verdade viria à tona e, hoje, estamos mais próximos dela. A presidente afastada prometeu e cumpriu: fez o diabo”.

O Dia D
É D de domingo, sete de outubro. Os eleitores vão decidir uma das eleições mais tensas e complexas da história da República. Nas indicações das últimas pesquisas, as coisas estão colocadas de maneira mais ou menos claras: os eleitores vão decidir não exatamente sobre um candidato à presidência, mas sobre o futuro do país: é o PT de volta, ou o PT fora do governo. Nesta hora, é bom lembrar quem foi o responsável pela crise econômica, pelo desemprego assustador, pelo déficit fiscal, pelo PIB ridículo, pela devastadora corrupção que arrastou políticos e partidos. O voto é o único argumento que possuímos, nós, os eleitores brasileiros.