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SÃO JOÃO DEL-REI, Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2018  •  Ano XXI  •  O Jornal do Campo das Vertentes

Pelas Esquinas: tópicos

OS BORRA-PAREDES
Durante anos a cidade resistiu à horda de desocupados que, no mundo inteiro, decidiu decorar paredes, muros, fachadas e até monumentos com seus garranchos de spray, certos de que eram os novos artistas plásticos do universo. Vejam bem: não estou falando de grafismo, arte reconhecida, mas de pichação ridícula, estupidez grafada com riscos de spray que apenas emporcalham a propriedade privada e pública. Mas a resistência são-joanense a esta mania estrovenga acabou: os pichadores estão por aí, bando de aloprados que não demonstram nenhum respeito pelo que não é deles, e mesmo que pichassem a fachada de suas próprias casas eu continuaria condenando o ato de vandalismo injustificável.

E há mais nesta história de pichações. As leis que a coíbem precisam ser mais rigorosas. Além de obrigar os pichadores a repintar o que sujaram com seus rabiscos de analfabetos, a lei deveria prever multas pesadas que acabariam no bolso dos pais, já que os pichadores, na maioria das vezes, são adolescentes irresponsáveis, mas de certo poder aquisitivo, porque sprays não custam tão barato.

Deveríamos voltar aos velhos tempos da guarda noturna municipal, ou mesmo da Polícia Militar com vigilantes noturnos, como já tivemos no passado. Tivéssemos esta vigilância, e talvez os desocupados borra-paredes pensassem duas vezes antes de partir para seus divertimentos gráficos. E, ao mesmo tempo, teríamos evitado, com certeza, o desabamento de parte do anjo da portada da igreja do Carmo…

TEATRO MUNICIPAL
Há algum tempo eu não privava das dependências do nosso Teatro Municipal. Fechado para reforma há meses, o nosso templo das artes cênicas recebeu um tratamento cuidadoso que, por fora, já era visível.
Mas foi no dia 3 de novembro, na solenidade da entrega do Troféu TV Campos de Minas, em sua 11ª edição, que tomei conhecimento do interior daquele monumento. Confesso que fiquei emocionado. O interior do teatro recebeu cores divinas, harmonicamente combinadas, de um bom gosto inconteste.

Bairrista como sou, são-joanense de nascimento e coração, senti-me orgulhoso da minha terra. Não é qualquer cidade de Minas, do porte de São João del-Rei, que possui uma casa de espetáculos como a nossa, bem mais que centenária e local de uma história cênica e musical incomparável que começou em fins do século XIX. Quem ainda não visitou o Teatro Municipal reformado deve fazê-lo com urgência. É um espetáculo que precisa ser visto.

O TEMPO VOA
É incrível! Mas o Natal já começou a desenhar-se. O tempo, inexoravelmente, caminha com velocidade inaudita. E é mais veloz, ou assim parece, quanto mais idade a gente tem… Tudo na velhice anda mais depressa, menos a gente mesmo.