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SÃO JOÃO DEL-REI, Sexta-feira, 18 de Janeiro de 2019  •  Ano XXI  •  O Jornal do Campo das Vertentes

Pessoas devem se planejar em janeiro

Todo ano é a mesma história: entra janeiro e surgem as temidas contas de início de ano. IPVA, material escolar, dívidas deixadas pelas festas de dezembro, cartão. Se não houver um controle rígido, as contas vão acumulando e se tornam uma bola de neve. O professor e economista Aluízio Barros, explica que a palavra para janeiro é planejar, com cautela para as pessoas não se enrolarem nas dívidas. Além disso, ele estima boas expectativas para a economia de 2019.

Pessoas devem se planejar para não ficar devendo com as contas de início de ano - Foto: Rádio Independente / Divulgação

Pessoas devem se planejar para não ficar devendo com as contas de início de ano – Foto: Rádio Independente / Divulgação

Uma das orientações, que o professor repassa, é a preferência para quitar as contas “mais apertadas”. “A prioridade nos pagamentos é uma decisão muito pessoal e surge naquela situação de aperto e descontrole no orçamento. Se você vai ter que atrasar algum pagamento, você deve dar preferência de pagamento àquela fatura com os maiores custos em termos de juros e multas. Como por exemplo, as faturas do cartão de crédito, que tem taxas elevadas de punição da inadimplência”.

Ele ainda ressalta que é preciso as famílias realizarem um planejamento orçamentário, criando assim uma reserva financeira. “A dica para quem se enrolou com as contas do fim do ano é uma só: faça um orçamento de recebimentos e pagamento para cada mês. O que é mais difícil para o brasileiro que ganha pouco e gasta muito para viver num mundo de necessidades reais, é poupar parte dos seus ganhos, criando assim uma reserva financeira para gastos não previstos. É difícil, mas não é impossível, cada um de nós conhece pessoas que fazem os chamados ‘milagres’ com o que ganham de salários e outros rendimentos”, explica.

2019
Para este ano, o economista Aluízio Barros, explica que as estimativas são de melhoras para a o setor econômico em todo o país. Entretanto, ele enfatiza que o momento ainda é instável para uma previsão concreta. “As previsões sobre a economia brasileira têm melhorado muito, mas os erros acontecem. Em dezembro de 2017, as previsões apontavam uma expansão de 3% para a economia brasileira em 2018. Sabemos que em dezembro o percentual ficou em torno de 1,4%. As previsões para 2019, coletadas pelo Banco Central, convergem para 2,5%, que é um resultado bom para o Brasil que enfrentou a mais grave recessão de sua história”.

Já para São João del-Rei, a previsão é de uma recuperação econômica e um salto nas contratações formais. “A cidade tem uma boa blindagem das conjunturas econômicas adversas e externas. Tem uma economia diversificada e grandes contingentes de funcionários públicos na ativa e aposentados que recebem regularmente remunerações e benefícios previdenciários, o que movimenta o fluxo de produção e consumo de bens e serviços. O emprego com carteira assinada no município apresentou crescimento de 126 postos de trabalho nos onze meses de 2018. Trata-se de um crescimento modesto do emprego. A expectativa para 2019 depende fundamentalmente do quadro nacional de expansão dos investimentos”, conclui.