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SÃO JOÃO DEL-REI,  •  Ano XXI  •  O Jornal do Campo das Vertentes

Pelas Esquinas: Tópicos

YEMANJÁ
É hoje. Dia 2 de fevereiro. Um sábado. Dia da Rainha dos Mares, Iemanjá, ou Yemanjá. Mas ela tem outros nomes: Dandalunda, Janaína, Marabó, Princesa de Aiocá, Inaê, Sereia do Mar, Mucunã, Maria, Dona Iemanjá. No sincretismo religioso que mistura umbanda e catolicismo, Yemanjá é Nossa Senhora dos Navegantes.
Pelo quarto ano consecutivo, o Centro Cultural Feminino comemora neste sábado, a partir das dez horas da manhã, um Tributo a Yemanjá, com o Grupo da Professora Celina fazendo a lavagem da Rua da Cachaça, bem em frente à sede do Centro Cultural Feminino. Ali, ao som de atabaques, a festa promove a dança, os cânticos de louvação, a lavagem simbólica do calçamento. E depois, um palco à disposição dos que quiserem dele se valer para tocar uma música ou dizer um poema, manifestações em homenagem à Rainha do Mar. Bebidas e tira-gostos estarão à venda numa autêntica culinária baiana, acarajé presente. Depois do Reveillon no Centro Cultural Feminino, o Tributo a Yemanjá é o primeiro evento de 2019, preparatório para o que vem a seguir, as rodas de samba carnavalescas do mês de fevereiro.

FUZZATO
A entidade criada pelo amigo Fuzzato, que congrega encarcerados e lhes dá trabalho em obras de manutenção da higienização de ruas e pintura de prédios públicos, merece uma reverência dos são-joanenses. É uma iniciativa exemplar, que deveria ser implantada em todas as cidades que tenham encarcerados. Sem grande alarde, o trabalho que vem sendo feito pelos presos na cidade é digno de aplausos. Valeu, Fuzzato!

BRUMADINHO
Mais uma tragédia lamacenta: barragem desmorona e a lama de detritos minerais vai destruindo tudo que encontra pela frente. Desta vez, ao contrário da tragédia de Mariana, de três anos atrás, a atual causa menos danos ambientais, mas perdas humanas em número elevadíssimo, por enquanto perto dos setenta, mas seguramente vão ultrapassar a centena, ou muito mais. A imprensa deita e rola nestes acontecimentos funéreos. Tem a turma dos que querem é liquidar com as empresas, principalmente quando não são estatais. Esquecem de que não há risco zero no que diz respeito à vistoria de barragens. Atesta-se que não há risco no momento do exame, mas é impossível saber o que vai acontecer três dias depois, ou dois meses depois. E não é possível fazer a vistoria de hora em hora o tempo todo. Trágico. Nesta hora, a solidariedade é fundamental para minorar o sofrimento dos que perdem parentes e amigos nestes acontecimentos.