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SÃO JOÃO DEL-REI, Segunda-feira, 18 de Março de 2019  •  Ano XXI  •  O Jornal do Campo das Vertentes

Artigo: A representatividade feminina em nossa sociedade

Por Thais Andressa

Em 8 de março, foi celebrado o Dia Internacional da Mulher. Uma data que tem como intuito homenagear e também lembrar as lutas e conquistas femininas ao longo da história, como, por exemplo, o direito ao voto. Como artista e fotógrafa, reconheço que tenho que lutar pelo meu espaço, mas auxiliando outras mulheres a também alcançarem seus objetivos. Para isso, inspiro-me em nomes como Frida Kahlo, Pagu e tantas outras, como aquelas que estão ao meu lado, e que contribuem para o fortalecimento da representatividade feminina e que lutam pela conquista de condições mais igualitárias.

Durante a vida acadêmica, realizei iniciação científica com a temática “Fotógrafas nas linhas de frente: reflexões sobre o gênero na fotografia de guerra”. Conheci o trabalho de muitas mulheres inspiradoras e com uma trajetória repleta de desafios. Além de contextualizar historicamente a fotografia, em especial a fotografia de guerra, a pesquisa abriu caminho para uma importante discussão acerca do papel das mulheres nesse campo. Ser mulher e fotógrafa na linha de frente representa um ato revolucionário, bem como uma forma de emancipação feminina. Essas fotógrafas romperam e vêm rompendo estereótipos e preconceitos que culturalmente envolvem o sexo feminino ao longo da história da humanidade.

A palavra “feminismo” representa, pois, essa busca pelos direitos, a união, a empatia e o reconhecimento dessa força feminina, principalmente em tempos de adversidade, sem rivalidades, mas juntas, cotidianamente, contribuindo para a conquista de uma sociedade mais justa. Penso nas mães que sozinhas criam seus filhos, nas que trabalham fora para colocar o alimento em casa, penso naquelas que são advogadas, jornalistas e nas mais diversas funções que, com a força de seu trabalho, dedicação, sensibilidade, ajudam a escrever a história. Essas mulheres que, muitas vezes, são ofuscadas por causa de sua condição feminina e pela visão patriarcal.

Mas como transmite o verso de uma canção de um dos maiores músicos brasileiros, Milton Nascimento – “[…] é preciso ter força, é preciso ter raça, é preciso ter gana sempre” – é preciso sempre ter fé e esperança de que tempos melhores virão. Com simples atitudes estaremos colaborando em nosso dia a dia. Apoie o projeto de sua amiga, diga o quanto ela é incrível e a motive em seus sonhos. Seja protagonista de sua história e fortaleça outras mulheres em sua caminhada. E aproveito para deixar duas dicas de audiovisuais que abordam a temática deste artigo. O primeiro é o filme “As Sufragistas”, que retrata o começo do movimento feminista e a luta por igualdade. E para quem gosta de fotografia, indico o documentário F.o.t.o.g.r.á.f.i.c.a.s, que aborda a trajetória profissional e pessoal de 17 fotógrafas brasileiras, entre elas, Nair Benedicto. Ambos estão disponíveis no You Tube.

*Fotógrafa e Jornalista