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SÃO JOÃO DEL-REI, Quarta-feira, 22 de Maio de 2019  •  Ano XXI  •  O Jornal do Campo das Vertentes

Pelas Esquinas: Tópicos

NO RIO
O desfile das Escolas de Samba do Grupo Especial no Rio de Janeiro foi marcado pela volta, em muitas das alas desfilantes, dos enfeites de mão, que foram, durante anos, um dos aspectos mais utilizados pelos carnavalescos. Alegorias de mão dão outra dimensão às alas, além de criarem um panorama estético vertical, acima, bem acima, da estatura dos componentes da ala.
Paulo Bastos levou a Viradouro de volta ao Grupo Especial com um enredo criativo, como é do seu feitio e muito bem confeccionado. A Viradouro já estava fora do Grupo Especial uma dezena de anos.

A Mangueira levou o título de campeã falando de moralidade, heróis pouco conhecidos, exaltando minorias, falando em justiça social e, claro, prestando sua homenagem a Marielle. Esqueceu de mencionar que o presidente da Mangueira está preso, por suas ligações com o tráfico de drogas. Aliás, a Mangueira é uma das Escolas de Samba mais envolvidas com os traficantes, como se sabe há tempos. Nada contra a vitória da Verde e Rosa no carnaval. Trata-se apenas de incoerências entre enredo de Escola de Samba e realidade vivida…

QUASE UM MILAGRE
Com um tempo reduzido a pouco mais de duas semanas, as Escolas de Samba de São João del-Rei fizeram quase um milagre para organizar seu desfile no Carnaval. Como se não bastasse o dinheiro da prefeitura saiu muito tarde e a chuva não deixou de atrapalhar o evento. Mas ocorreu. As Escolas estão tentando o aprimoramento. O Estandarte Del-Rei cumpriu a sua sétima edição e os troféus foram entregues no Centro Cultural Feminino numa festa participativa, fraterna e aplaudida por todos. A Escola de Samba Vem Me Ver não compareceu ao evento para receber o seu troféu do Estandarte Del-Rei, o de Melhor Escola de 2019. A Vem Me Ver deve ter suas razões para não comparecer, mas não deve ser fácil de explicar. E nem precisa.

O Bloco Deixa o Mundo Girar decidiu desfilar na sexta-feira, véspera do carnaval, no mesmo trajeto que fazia o desaparecido “Copo Sujo”. Por esta razão mesma o Deixa o Mundo Girar prestou uma homenagem ao Copo Sujo, entoando o samba tema de Antônio José e Eudes, utilizando o mesmo refrão que o Copo Sujo tornou obrigatório na maioria dos sambas com os quais desfilava, na verdade, o refrão do meu samba Alvorada de 1984.

Pois é. Sábado passado, dia 9, já terminado o carnaval e até mesmo um pós-carnaval, no bar do Antônio José a turma presente decidiu entoar o refrão consagrado –“A festa é nossa / Hoje é pra valer / Chegou a hora / Deixa a festa acontecer” – em ritmo de Canto Gregoriano para comemorar a chegada da Quaresma. O recital, de curta duração, foi realizado sob a direção profissional e competente de Geraldo de Paula, do Coral de São Gonçalo.

OS RECLUSOS
Com a chegada da Quaresma o panorama da cidade se altera um tanto. Conheço alguns botequineiros que decretam a abstinência quaresmeira: são pelo menos 40 dias de refrigerante, até o sábado de Aleluia! Mas o aviso alarmante, feito com um certo arroubo e rasgos de valentia não se concretizam com a facilidade com que é proposto. Em menos de uma semana a promessa de abstinência é quebrada, com raríssimas exceções…